Acusados respondem por corrupção passiva e organização criminosa no STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) por crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A manifestação ocorreu durante sessão da Primeira Turma do STF que analisa o caso envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).
Segundo a PGR, os parlamentares teriam exigido propina para liberar emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. O valor solicitado como vantagem indevida foi de R$ 1,6 milhão, relacionado à liberação de R$ 6,6 milhões em emendas entre janeiro e agosto de 2020. Além dos deputados, outras cinco pessoas ligadas a eles também são réus no processo.
O subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, ressaltou a gravidade da malversação dos recursos públicos, especialmente diante da situação de pobreza no Maranhão, destacando o impacto negativo para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o acesso da população aos serviços.
Durante a sessão, as defesas negaram as acusações, questionando a origem dos recursos e a condução das investigações. O julgamento foi suspenso e deve ser retomado no dia 17 de março, quando os ministros da Primeira Turma, incluindo o relator Cristiano Zanin, proferirão os votos que definirão a condenação ou absolvição dos envolvidos.
