Está público e notório que a Verde Alagoas, empresa vencedora do leilão do Bloco C, da Zona da Mata, vem causando um verdadeiro caos por onde passa. Em todas as cidades onde a empresa se instalou, as reclamações já superam as dirigidas à sua antecessora, a Casal. Em Colônia Leopoldina, a população chegou a realizar um protesto pela falta de abastecimento de água, um item básico que a prestadora sequer tem distribuído de forma adequada.
Cidades como Flexeiras não aderiram ao leilão de 2021. Já a Prefeitura de Joaquim Gomes cedeu a concessão das águas. À época, o então prefeito Adriano Barros, com o dinheiro do leilão em caixa — um montante de R$ 23 milhões —, prometeu inclusive realizar investimentos em outras áreas do município, entre elas a construção de uma nova sede da Prefeitura e outras ações, fato que não se concretizou, e ficou mal explicado o destino do montante. Naquele período, o bairro das Casas Novas já sofria com a falta de abastecimento de água, ou seja, com a ausência do básico.
Prometendo um investimento milionário, a empresa chegou a anunciar que o município já teria terreno para a construção de uma estação de tratamento de esgoto, além da ampliação da malha de abastecimento, incluindo o bairro Casas Novas. Foi aí que começou o caos. As empresas terceirizadas não trabalham em conformidade com as normas técnicas básicas de engenharia, prestando serviços de qualidade duvidosa. Todo pavimento e asfalto que a empresa corta para passar novas tubulações não são recompostos adequadamente, ocasionando buracos, como este da Rua 25 de Agosto (foto).
Ao procurar a Secretaria de Infraestrutura do município, a reportagem foi informada, por meio de nota, de que a pasta tem notificado a empresa sobre as irregularidades, cumprindo seu papel de fiscalizar as obras realizadas pela concessionária.
Diante dos fatos, anos depois, permanecem os ruídos de uma população insatisfeita e, agora, com dois problemas: os buracos nas ruas e as torneiras vazias.
