Ministro alerta para situação crítica da chikungunya em Dourados e anuncia ações emergenciais

Cidade enfrenta surto grave da doença com foco nas comunidades indígenas

Dourados, no Mato Grosso do Sul, vive uma situação crítica devido ao avanço da chikungunya, conforme avaliação do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante visita ao município nesta sexta-feira (3). A cidade está em estado de emergência por conta do elevado número de casos, que afetam especialmente as comunidades indígenas locais.

Desde o início do ano até abril, o estado registrou 1.764 casos confirmados da doença, com Dourados concentrando 759 desses registros. Dos sete óbitos no estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses. A situação levou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a reconhecer oficialmente a emergência na cidade.

Para conter a disseminação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o governo federal destinou R$ 3,1 milhões a Dourados, divididos entre assistência humanitária, limpeza urbana e ações de vigilância e controle. Além disso, 50 agentes de combate a endemias foram contratados temporariamente e capacitados para atuar no combate ao vetor, com apoio de 40 militares do Ministério da Defesa.

O ministro Terena destacou a necessidade de melhorias na coleta de lixo, especialmente nas aldeias indígenas, para eliminar criadouros do mosquito. A prefeitura foi cobrada a intensificar esse serviço, visando equalizar o atendimento entre áreas urbanas e comunidades indígenas. A mobilização inclui também uma força-tarefa com órgãos de saúde para monitorar e atender os casos de forma mais eficaz.

As medidas adotadas buscam frear a transmissão da chikungunya e minimizar os impactos na população, especialmente nos grupos mais vulneráveis. O acompanhamento contínuo e o reforço nas ações de combate ao vetor são prioridades para conter a crise em Dourados.