África intensifica parcerias com China e busca protagonismo global no Dia da África

Continente aproveita ascensão chinesa e amplia investimentos em infraestrutura e comércio

Nesta segunda-feira, 25 de maio, o continente africano celebra o Dia da África destacando sua crescente aproximação com a China, que se consolidou como principal parceiro comercial da região. Em 2024, o comércio entre África e China atingiu US$ 295 bilhões, refletindo um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Essa parceria tem impulsionado investimentos em infraestrutura, como portos, ferrovias e parques industriais, que visam integrar e desenvolver a economia africana.

Projetos emblemáticos, como o Parque Industrial PK24 na Costa do Marfim, ilustram a cooperação bilateral. Além da China, a Rússia também tem ampliado sua presença, especialmente no setor energético, com acordos para construção de usinas nucleares em países como a Etiópia. Enquanto isso, os Estados Unidos buscam competir com Pequim, direcionando investimentos para minerais estratégicos e revitalização de projetos logísticos, como o Corredor de Lobito em Angola.

A relação entre África e China é vista como mais flexível e econômica, diferente da influência militar dos EUA ou do legado colonial europeu. Países africanos têm buscado maior autonomia, exemplificada pela implementação da Zona de Livre Comércio Continental Africana, que reduz barreiras comerciais entre 54 nações do continente. Especialistas destacam que a atual conjuntura internacional favorece a soberania africana, permitindo que países como Etiópia, África do Sul, Nigéria e Egito ampliem sua atuação global.

O Dia da África, comemorado desde 1963, reforça a importância da união e do desenvolvimento regional, com temas prioritários como água e saneamento básico. O continente segue em uma trajetória de superação das desigualdades históricas, ampliando sua integração econômica e política, e buscando consolidar sua posição no cenário internacional.