Desemprego no Brasil atinge menor índice para o segundo trimestre desde 2012

Taxa cai para 5,4% e rendimento médio cresce em 12 meses

O desemprego no Brasil registrou 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor percentual desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa queda em relação aos 6,1% do primeiro trimestre e aos 5,8% do mesmo período do ano anterior.

No trimestre entre abril e junho, o país contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, um aumento de aproximadamente 1,08 milhão em relação aos três primeiros meses do ano. O número de desempregados caiu para 5,9 milhões, redução de 10% na comparação com o trimestre anterior.

Setores como transporte, armazenagem e correio, além da administração pública, educação e saúde, foram os que mais geraram empregos no período, com crescimento de 3,9% e 2,6%, respectivamente. A pesquisa também apontou que 39,4 milhões de trabalhadores tinham carteira assinada, enquanto 13,6 milhões atuavam sem registro formal, mantendo a taxa de informalidade em 37,4%.

O rendimento médio do trabalhador alcançou R$ 3.738, valor recorde para o segundo trimestre, embora tenha apresentado leve queda em relação ao primeiro trimestre, quando foi de R$ 3.765. A Pnad considera desocupadas as pessoas que buscaram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, abrangendo todas as formas de trabalho, formal e informal.

Os dados do IBGE complementam o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais em junho e acumula 921,7 mil postos criados no ano de 2026. Esses indicadores refletem a recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro após os impactos da pandemia.