Seleção iraniana exige garantias para participação em meio a tensões políticas
A Federação Iraniana de Futebol confirmou a participação da seleção nacional na Copa do Mundo de 2026, mas condicionou sua presença ao atendimento de uma série de exigências feitas aos países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A decisão ocorre em meio a um cenário de tensão política e diplomática envolvendo o Irã e as nações anfitriãs.
Entre as demandas apresentadas pelo Irã estão garantias para emissão de vistos, proteção da delegação, respeito aos símbolos nacionais como bandeira e hino, além de reforço na segurança em aeroportos, hotéis e durante os deslocamentos oficiais. A federação também solicitou que atletas e membros da comissão técnica com histórico no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) não sofram restrições migratórias.
O contexto político agravou-se após o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, ter sido impedido de entrar no Canadá para um congresso da Fifa, devido a acusações de ligação com o CGRI, grupo considerado terrorista pelas autoridades canadenses desde 2024. Apesar das tensões, a Fifa mantém o calendário da competição e confirma que as partidas do Irã serão realizadas nos Estados Unidos.
A seleção iraniana planeja instalar sua base em Tucson, no Arizona, e estreia no Mundial contra a Nova Zelândia em Los Angeles no dia 15 de junho, seguida pelos jogos contra Bélgica e Egito. Em nota oficial, a Federação do Irã reforçou que a participação do país será mantida sem abrir mão de seus valores culturais e políticos, afirmando que nenhuma potência estrangeira poderá impedir sua presença no torneio.
