Conmebol rejeita Lei Vini Jr. e mantém outras mudanças nas regras a partir de julho

Entidade aplicará novas normas do IFAB, exceto regra contra jogadores que cobrem a boca

A Conmebol confirmou nesta terça-feira (14) que não adotará a chamada "Lei Vini Jr." em suas competições, apesar de implementar as demais alterações aprovadas pelo International Football Association Board (IFAB). As novas regras passam a valer a partir da retomada dos torneios oficiais da entidade, prevista para julho.

A "Lei Vini Jr.", que surgiu na Copa do Mundo de 2026, prevê a expulsão de atletas que cubram a boca ao se comunicar com adversários durante as partidas, medida criada para evitar provocações e ofensas sem possibilidade de leitura labial. O primeiro caso de aplicação ocorreu no Mundial, quando o meia Miguel Almirón, do Paraguai, foi expulso por utilizar essa prática.

Em comunicado oficial, a Comissão de Árbitros da Conmebol destacou que adotará todas as demais mudanças do IFAB, que visam melhorar a fluidez dos jogos, reduzir perdas de tempo, reforçar a conduta esportiva e fornecer mais ferramentas para a arbitragem. Assim, competições como a Libertadores e a Copa Sul-Americana seguirão as novas normas, exceto pela regra que ficou conhecida pelo nome do jogador do Real Madrid e da Seleção Brasileira.

Com essa decisão, a Conmebol mantém um padrão próprio para o controle de conduta em campo, diferenciando-se de outras entidades que já aplicam a regra. A medida reforça o compromisso da confederação com a adaptação gradual das normas para o futebol sul-americano.