Alunos protestam por educação sexual e políticas contra assédio na escola
Após a divulgação de um caso de estupro coletivo envolvendo estudantes do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, alunos realizaram um protesto nesta terça-feira (10) em frente à reitoria da instituição. O grupo reivindica a implementação de aulas que abordem a violência de gênero e a educação sexual, como forma de prevenção e conscientização.
A Polícia Civil investiga também outros dois casos relacionados, envolvendo vítimas atacadas por integrantes do mesmo grupo acusado, incluindo um adolescente apontado como mentor das ações. Durante o ato, representantes dos grêmios estudantis destacaram a importância de retomar discussões sobre o tema nas salas de aula, ressaltando que a falta de informação pode levar à dúvida das próprias vítimas sobre o que sofreram.
Os estudantes apontam que pressões de movimentos contrários à abordagem de temas como gênero e sexualidade no ambiente escolar, como o "Escola Sem Partido", contribuíram para o silêncio da escola sobre o assunto. Além disso, cobram a efetivação de uma política institucional contra o assédio moral e sexual, aprovada em 2025, mas que só recentemente teve uma comissão criada para tratar dessas questões.
Professores e familiares também manifestam preocupação com a ausência de mecanismos eficazes para lidar com denúncias de assédio dentro do colégio. Um coletivo de pais e ex-alunos defende a necessidade de políticas públicas abrangentes para garantir a proteção de estudantes, ressaltando que a violência de gênero é um problema presente em diversas instituições de ensino.
A reitoria do Colégio Pedro II afirmou que o enfrentamento e prevenção de violências são prioridades e que, desde janeiro de 2026, realiza ações de acolhimento e apuração de condutas inadequadas. A instituição garantiu que não há silêncio institucional e que o tema é tratado com seriedade pela gestão.
