Produção de leite materno traz benefícios ao coração da mãe
A amamentação está associada a uma redução de aproximadamente 11% no risco de doenças cardiovasculares em mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Estudos indicam que o período ideal para essa proteção é de cerca de 18 meses de lactação, período em que a chance de infarto e acidente vascular cerebral também diminui significativamente.
Durante a gravidez, o organismo feminino passa por alterações hormonais que elevam a resistência à insulina e os níveis de colesterol ruim (LDL). Já na fase de amamentação, ocorre um 'reset metabólico', que melhora o metabolismo da glicose, aumenta a sensibilidade à insulina e reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca, aliviando o trabalho do coração.
A produção de leite ativa a liberação de hormônios como a ocitocina, conhecida como 'hormônio do amor', que exerce efeito protetor sobre o miocárdio, promovendo vasodilatação e melhorando a circulação. Além disso, a lactação utiliza as reservas de gordura acumuladas na gestação, o que contribui para a redução do risco de doenças cardíacas.
As doenças cardiovasculares representam 33% das mortes entre mulheres, superando o câncer de mama. Fatores de risco comuns a ambos os sexos, como diabetes e hipertensão, podem apresentar impacto maior nas mulheres, que ainda enfrentam riscos específicos relacionados a condições hormonais e reprodutivas.
O Dia Internacional da Amamentação, celebrado em 1º de agosto, reforça a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e do bebê, destacando benefícios que vão desde a proteção contra doenças até o fortalecimento do vínculo afetivo.