Fluxo intenso de viajantes pode reintroduzir vírus no Brasil
O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo no Brasil após a Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México — países atualmente enfrentando surtos ativos da doença. O fluxo elevado de viajantes brasileiros e estrangeiros durante o evento pode facilitar a disseminação do vírus.
Segundo o órgão, a alta transmissibilidade do sarampo na América do Norte, aliada à circulação de pessoas, aumenta a possibilidade de casos importados. Em 2025, o Canadá registrou mais de cinco mil casos, enquanto México e Estados Unidos também apresentaram números significativos, mantendo a região com transmissão endêmica ativa.
Apesar desse cenário, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2025, foram confirmados apenas 38 casos, a maioria em pessoas não vacinadas. O Ministério reforça a importância da vacinação, especialmente para viajantes, recomendando a atualização do esquema vacinal antes do embarque.
O Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente as vacinas tríplice viral e tetraviral, essenciais para prevenir a doença. A cobertura da primeira dose no país alcançou 92,66% em 2025, ainda abaixo da meta de 95%, e a segunda dose atingiu 78,02%, evidenciando a existência de bolsões de suscetíveis.
O Ministério orienta que profissionais de saúde intensifiquem a vigilância e o monitoramento de casos suspeitos para evitar surtos. A reintrodução do vírus, segundo especialistas, é uma ameaça real diante da mobilidade provocada por eventos internacionais de grande porte como a Copa do Mundo.
