Especialistas apontam dificuldades para mudança de regime e impactos na região
A resistência do Irã e as ações contra aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico aumentam a pressão para o fim do conflito, segundo analistas. A capacidade iraniana de afetar sistemas de defesa americanos e prejudicar o comércio global de petróleo tem dificultado os objetivos da Casa Branca, que não conseguiu avançar na mudança de regime em Teerã.
Especialistas destacam que os EUA enfrentam limitações para derrubar o governo iraniano sem uma invasão terrestre, considerada inviável devido à geografia e aos riscos de baixas elevadas. Além disso, o Irã conseguiu degradar radares americanos em países do Oriente Médio, reduzindo a capacidade de interceptação de mísseis e aumentando a vulnerabilidade de aliados, como Israel.
Aliados dos EUA na região, como o Catar, já defendem negociações para suspender os ataques e preservar a estabilidade econômica global. Paralelamente, o impacto do conflito no mercado petrolífero tem levado Washington a flexibilizar sanções contra a Rússia para conter a alta dos preços.
Enquanto isso, Israel demonstra resistência em encerrar o confronto, buscando enfraquecer o Irã, embora seu ministro das Relações Exteriores tenha afirmado não desejar uma guerra prolongada. A situação tem provocado divisões entre os aliados e pressiona por uma redefinição da segurança regional, com países do Golfo buscando novos pactos de defesa.
A continuidade do conflito representa um desafio para os EUA, que enfrentam a possibilidade de perder influência na região, já que o Irã se mantém resistente após ataques simultâneos a bases americanas. A guerra tem potencial para alterar a arquitetura de poder no Oriente Médio, evidenciando a fragilidade das garantias de segurança oferecidas pela Casa Branca aos seus parceiros locais.
