Exame aponta sinais de agressão antes do disparo fatal
O Instituto Médico Legal (IML) divulgou um laudo necroscópico que identificou lesões contundentes na face e no pescoço da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento em São Paulo. O exame, realizado após a exumação do corpo, confirma marcas compatíveis com pressão digital e arranhões causados por unhas, indicando agressão antes do disparo.
O documento, datado de 7 de março, reforça informações preliminares do laudo inicial, feito no dia seguinte à morte da policial, em 19 de fevereiro. Naquele momento, o médico legista já havia registrado lesões equimóticas e superficiais na lateral direita da face e do pescoço, características que sugerem contato físico intenso.
A morte foi oficialmente atribuída a traumatismo cranioencefálico grave provocado por disparo de arma de fogo. Gisele foi encontrada no apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite, que comunicou o caso às autoridades como um possível suicídio.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que aguarda os laudos finais da reconstituição e da exumação para dar continuidade às investigações, ressaltando que detalhes permanecem sob sigilo judicial. O caso segue sob análise para esclarecer as circunstâncias que envolveram a morte da policial.
