Medidas buscam reduzir custo do combustível em até R$ 0,64 por litro
O governo federal estabeleceu como prioridade assegurar o abastecimento e conter o aumento do preço do diesel, conforme afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin neste sábado (14). Para isso, foram adotadas ações como a isenção das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro, com a expectativa de reduzir o valor final em pelo menos R$ 0,64 por litro na bomba.
A decisão ocorre em um cenário de alta nos preços internacionais do petróleo, influenciada pelo conflito no Oriente Médio, que impacta diretamente os custos dos combustíveis no Brasil. Embora o país seja exportador de petróleo, ele depende da importação de cerca de 25% do diesel para suprir a demanda interna, devido à capacidade limitada de refino.
Alckmin destacou que o aumento do diesel pode pressionar os preços dos alimentos e do transporte, além de contribuir para a elevação da inflação. Durante visita a uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF), vinculada ao programa Move Brasil, ele ressaltou a importância das políticas públicas para renovação da frota de caminhões e o estímulo à indústria nacional, incluindo incentivos como a depreciação acelerada e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos sustentáveis.
O vice-presidente também criticou a gestão anterior em relação à limitação do ICMS sobre combustíveis, que gerou disputas judiciais e perdas de receita para os estados. Ele reforçou que a modernização dos equipamentos e veículos pode contribuir para a redução de acidentes nas estradas, beneficiando a segurança viária.
As medidas adotadas pelo governo buscam equilibrar o mercado interno diante das pressões externas, promovendo estabilidade nos preços e incentivando a indústria local, com atenção especial ao impacto social e econômico do diesel no país.
