Ilha sofre apagões e busca diálogo para superar crise energética
Cuba completa três meses sem receber cargas de combustível, consequência do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. A medida americana sanciona países que comercializam petróleo com a ilha, agravando a crise no fornecimento de energia. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que algumas regiões enfrentam até 30 horas seguidas sem eletricidade.
Com cerca de 80% da energia gerada por termelétricas movidas a combustíveis fósseis, o país depende fortemente da importação de petróleo. O bloqueio naval dos EUA à Venezuela, principal fornecedor da ilha, intensificou a escassez. Díaz-Canel revelou que Havana iniciou conversações iniciais com representantes norte-americanos para buscar soluções por meio do diálogo, com apoio de atores internacionais.
Para mitigar os impactos, o governo cubano aumentou a produção interna de petróleo, ampliou a utilização de energia solar e incentivou o uso de veículos elétricos. Apesar disso, o país ainda enfrenta dificuldades para manter serviços essenciais como saúde, educação e transporte, além de atrasos em cirurgias devido à falta de energia.
A crise energética tem provocado aumento dos apagões, elevação dos preços de produtos básicos e redução do transporte público, especialmente nas províncias do interior. O endurecimento do bloqueio ocorre após o governo dos EUA classificar Cuba como ameaça à segurança nacional, impondo tarifas a países que vendam petróleo à ilha.
O embargo americano a Cuba já dura 66 anos, desde a Revolução Cubana de 1959, e segue como um dos principais obstáculos econômicos enfrentados pelo país. As negociações em andamento indicam uma tentativa de buscar alternativas para amenizar a crise, embora a situação permaneça delicada.
