Depois de oito anos no comando de Joaquim Gomes, Adriano Barros tenta voltar ao centro do debate político como se ainda fosse o grande fiador de alianças no município. A visita de Hugo Wanderley e o apoio também prometido a Rafael Brito mostram exatamente isso: o ex-prefeito quer manter influência, ocupar espaço e provar que continua vivo no jogo. O problema é que sua imagem segue fortemente ligada ao desgaste da gestão que terminou sob críticas, questionamentos técnicos e a sensação de que a prefeitura foi entregue em situação delicada.
É aí que mora a contradição. Adriano quer ser apresentado como peça importante para 2026, mas carrega o peso de um governo que deixou mais desgaste do que saudade. Sua movimentação não tem cara de renovação, e sim de sobrevivência política. Ao se aproximar de nomes que disputam espaço no próximo cenário eleitoral, ele tenta preservar capital político num momento em que o atual governo da prefeita Rita do Araçá ocupa o poder, reorganiza a máquina pública e consolida sua própria base.
No fim, a visita política serve mais a Adriano do que aos aliados que ele tenta abraçar. É uma tentativa clara de mostrar força depois de perder o comando do município. Mas em Joaquim Gomes, articulação sem legado positivo vira apenas barulho. E, no caso do ex-prefeito, o passado ainda fala mais alto que qualquer foto de bastidor.
