Estimativa reflete impactos do conflito no Oriente Médio e mantém meta do Banco Central
O mercado financeiro elevou para 4,36% a previsão da inflação oficial para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6). Essa é a quarta alta consecutiva na estimativa, influenciada pelas tensões geradas pela guerra no Oriente Médio, mas ainda dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, que é de 3% com variação de até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Em fevereiro, o índice oficial de preços ao consumidor (IPCA) registrou alta de 0,7%, principalmente devido ao aumento nos preços de transportes e educação, acelerando em relação a janeiro. Apesar disso, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. O IBGE divulgará a inflação de março na próxima quinta-feira (9), que poderá refletir os efeitos do conflito internacional.
No cenário econômico, a taxa básica de juros, a Selic, está atualmente em 14,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual na última reunião, menor corte do que o esperado antes da escalada do conflito. O Banco Central mantém a possibilidade de revisar o ciclo de redução da Selic conforme a evolução das incertezas globais.
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a projeção para 2026 permanece em 1,85%, com expectativas de leve aumento nos anos seguintes. A cotação do dólar para o final deste ano está estimada em R$ 5,40, com pequena alta prevista para 2027.
Esses dados indicam que o mercado financeiro mantém cautela diante dos desafios externos, ajustando as projeções econômicas para acompanhar o cenário internacional e seus reflexos no Brasil.
