Número de profissionais mortos na região chega a sete desde março
Em um novo episódio de violência contra a imprensa, a Força de Defesa de Israel (FDI) matou três jornalistas em um intervalo de 24 horas, sendo dois no sul do Líbano e um na Faixa de Gaza. Com essas mortes, sobe para sete o total de jornalistas mortos por bombardeios israelenses no Líbano desde o início de março.
No Líbano, as jornalistas Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, e Suzan Al-Khalil, da TV Al-Manar, foram vítimas dos ataques em Tiro. Em Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da emissora Al-Jazeera, foi atingido por um drone enquanto estava em seu veículo a oeste da cidade.
A FDI assumiu a responsabilidade pelo ataque em Gaza, alegando que Washah usava sua identidade jornalística para atividades terroristas, acusação rejeitada pela Al-Jazeera, que denunciou o assassinato como uma violação das leis internacionais e um ato para silenciar a imprensa.
O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) condenou os assassinatos, ressaltando que esses ataques fazem parte de um esforço mais amplo para restringir a liberdade de imprensa na região. Desde outubro de 2023, 262 jornalistas foram mortos em Gaza, número que reforça a gravidade da situação.
Este conflito já resultou na maior quantidade de mortes de profissionais de mídia em qualquer guerra da história, superando os registros de conflitos como as duas guerras mundiais, a Guerra do Vietnã e outros confrontos importantes. A situação segue sendo motivo de preocupação internacional e críticas de entidades que defendem a liberdade de imprensa.
