Seleção iraniana muda base e enfrenta restrições durante o torneio na América do Norte
A seleção do Irã desembarcou no México neste domingo (7) para disputar a Copa do Mundo de 2026, que será sediada simultaneamente pelo México, Estados Unidos e Canadá. Em meio a um conflito militar com os Estados Unidos, iniciado em fevereiro, a equipe iraniana precisou alterar sua base de hospedagem, inicialmente prevista para o Arizona, nos EUA, para a cidade de Tijuana, no México.
Apesar da mudança, o time iraniano jogará suas três partidas da fase de grupos em solo norte-americano: contra a Nova Zelândia e a Bélgica, próximos a Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. A presença da delegação iraniana marca a primeira vez na história da Copa do Mundo que um país em guerra direta com a nação anfitriã participa do torneio.
O governo dos Estados Unidos concedeu vistos apenas aos atletas e à equipe de apoio essencial, restringindo a entrada de outros membros da delegação. O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, expressou preocupação com a exigência de que a equipe viaje no mesmo dia das partidas para os EUA, o que pode afetar o desempenho dos jogadores devido ao cansaço e à logística apertada.
Além disso, cerca de 15 integrantes do grupo iraniano não receberam autorização para entrar nos Estados Unidos, incluindo membros importantes da gestão da equipe, o que gerou críticas da federação iraniana que acusou os EUA de descumprirem normas da Fifa e suas obrigações como país-sede.
A situação reforça o contexto tenso entre os dois países, mas a delegação iraniana destaca que sua participação na Copa tem caráter pacífico, mesmo diante do conflito militar vigente. O torneio segue com atenção redobrada para as questões diplomáticas e de segurança envolvendo a equipe do Irã.