Ibovespa retoma patamar de 174 mil pontos com expectativa de corte na Selic e dólar recua

Produção industrial fraca reforça aposta em redução dos juros e fortalece mercado doméstico

O Ibovespa voltou a superar a marca dos 174 mil pontos nesta sexta-feira (3), fechando em 174.070,27 pontos, o maior patamar desde o início de junho. O movimento ocorreu em um dia de feriado nos Estados Unidos, que resultou em menor liquidez nos mercados internacionais, e foi impulsionado por dados econômicos que indicam uma possível redução da taxa Selic pelo Banco Central.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio na comparação com abril, resultado abaixo das expectativas do mercado. Esse desempenho fraco reforçou a percepção de desaceleração da economia e aumentou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promoverá um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de agosto.

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,168, recuando 0,76% em relação ao fechamento anterior e praticamente anulando a alta acumulada na semana. O real foi beneficiado pela melhora do apetite por ativos brasileiros e pelo ambiente favorável para moedas de países emergentes, além dos dados menos robustos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que diminuíram as expectativas de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.

O volume financeiro negociado na B3 totalizou R$ 12,6 bilhões, abaixo da média diária, reflexo do fechamento dos mercados norte-americanos pelo feriado da Independência. Internamente, a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos também contribuiu para a redução dos juros futuros e o desempenho positivo da bolsa.

Com esses fatores, o Ibovespa acumulou alta de 0,45% na semana e registra avanço de 8,03% no ano, enquanto o dólar apresenta queda de 5,83% frente ao real no mesmo período.