Hipertensão: doença silenciosa e hereditária alerta para prevenção em todo o Brasil

Pressão alta exige mudanças no estilo de vida para evitar complicações graves

Neste domingo, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o alerta é para uma condição que afeta cada vez mais pessoas de todas as idades, incluindo adolescentes e crianças. A hipertensão, caracterizada pela elevação constante da pressão sanguínea nas artérias, exige atenção redobrada para diagnóstico e controle.

Segundo o Ministério da Saúde, a pressão alta obriga o coração a um esforço maior para distribuir o sangue, sendo um fator de risco para doenças graves como AVC, infarto, aneurisma e insuficiência renal e cardíaca. A doença é hereditária em 90% dos casos, mas hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, estresse, alimentação rica em sal, colesterol elevado e sedentarismo também influenciam significativamente.

Uma nova diretriz brasileira redefine valores da pressão arterial, considerando leituras de 12 por 8 como pré-hipertensão, o que reforça a importância da detecção precoce. Sintomas só costumam surgir em estágios avançados, como dores no peito, tontura e visão embaçada, tornando a medição regular essencial para o diagnóstico.

O tratamento não tem cura, mas é eficaz para controle, combinando medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde e mudanças no estilo de vida. A prevenção envolve alimentação equilibrada, redução do sal, prática de exercícios, controle do peso, moderação no álcool e abandono do tabagismo.

Medir a pressão pelo menos uma vez ao ano, ou duas vezes para quem tem histórico familiar, é a recomendação para evitar complicações e garantir qualidade de vida.