Número de pessoas em insegurança alimentar ainda é elevado
Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que, em 2025, cerca de 645 milhões de pessoas enfrentaram fome no mundo, número que representa uma leve redução em relação aos anos anteriores. Apesar do avanço, o índice ainda é preocupante, indicando que 7,8% da população global sofreu com a falta de alimentos suficientes para uma vida saudável.
O documento, elaborado por cinco agências da ONU, aponta que a insegurança alimentar moderada ou severa atingiu aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas, o que corresponde a 25,8% da população mundial. Embora tenha havido uma queda em relação a 2024, esses números permanecem acima dos níveis pré-pandemia, refletindo desafios persistentes.
A análise também destaca disparidades regionais significativas. A África concentra o maior número absoluto de pessoas famintas, com cerca de 309 milhões, representando 20% da população do continente. Além disso, mais da metade dos africanos vivem em situação de insegurança alimentar moderada ou severa, percentual muito superior ao registrado em outras regiões.
Outro ponto ressaltado é o custo elevado da alimentação saudável, que impede o acesso adequado a dietas nutritivas para bilhões de pessoas. Em 2025, mais de 2,6 bilhões de indivíduos não puderam arcar com os custos de uma dieta balanceada, especialmente na África, onde esse índice ultrapassa 66% da população.
O relatório reforça a necessidade de políticas públicas eficazes, investimentos em infraestrutura agrícola e apoio internacional para acelerar o combate à fome e garantir segurança alimentar global. Os especialistas alertam que, sem ações concretas, as metas para 2030 relacionadas à erradicação da fome e melhoria da nutrição dificilmente serão alcançadas.