Determinação impulsiona mulheres a superar preconceitos no futebol brasileiro

Atletas e profissionais destacam desafios e avanços no esporte feminino

No Mês da Mulher, a trajetória das mulheres no futebol brasileiro ganha destaque ao revelar a força da determinação para superar barreiras históricas. Apesar de o futebol feminino ter sido proibido por quase quatro décadas, atletas, narradoras e jovens promessas seguem firmes na luta por espaço e reconhecimento.

Dados da Confederação Brasileira de Futebol de 2022 apontam que o país conta com apenas 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras registradas, evidenciando o caminho ainda a ser percorrido. A ex-jogadora Formiga, que atualmente atua na Diretoria de Políticas de Futebol e Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, ressalta a importância de criar um ambiente seguro e estruturado para ampliar a participação feminina em todas as funções do futebol.

A meio-campista Isadora Jardim, de 14 anos, exemplifica a nova geração que enfrenta preconceitos, mas mantém o foco no sonho de jogar profissionalmente. Moradora do Distrito Federal, ela se mudou para São Paulo para atuar no Corinthians e já integra a Seleção Brasileira sub-15. Isadora destaca a necessidade de persistência diante dos comentários desestimulantes que ainda ouve.

No campo da narração esportiva, Luciana Zogaib, da TV Brasil e Rádio Nacional, aponta a resistência cultural contra as mulheres no rádio esportivo, um ambiente historicamente masculino. Sua presença nas cabines é vista como fundamental para abrir espaço e criar oportunidades para outras profissionais.

Com a Copa do Mundo de Futebol Feminino marcada para 2027 no Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reforça seu compromisso com a transmissão e promoção do futebol feminino, ampliando a visibilidade das competições nacionais e das categorias de base. O esforço conjunto entre órgãos públicos e mídia busca consolidar o esporte em todo o país, incentivando o crescimento e a valorização das mulheres no futebol.