Evento reuniu representantes globais em ação ambiental local
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, promoveu na tarde deste sábado (28) o plantio de 250 mudas nativas do Cerrado e frutíferas, criando o Bosque da COP15. A iniciativa reuniu diplomatas, delegados e moradores locais, alinhados ao tema do evento: "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida".
O bosque foi implantado em área estratégica da cidade, como parte de um projeto municipal que visa ampliar áreas verdes e miniflorestas em locais com pouca arborização urbana, beneficiando tanto a população quanto a fauna silvestre. Entre as espécies plantadas estão o sapoti, pitanga, angico e o manduvi, árvore fundamental para a nidificação da arara-azul, que tem voltado a se aproximar da região.
Na manhã do mesmo dia, a plenária da COP15 discutiu e aprovou a maioria das propostas da agenda, que serão oficialmente adotadas na sessão final do evento. Entre as medidas destacam-se o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e ações internacionais para proteger tubarões como o mangona e o peregrino.
Além disso, foram incluídas nas listas de proteção espécies como o maçarico-de-bico-torto, maçarico-de-bico-virado, peixe pintado, tubarão cação-cola-fina, caboclinho-do-pantanal, ariranha e petréis. O Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso para permitir continuidade das negociações.
A COP15 em Campo Grande reforça a importância da cooperação internacional e da ação local para a preservação das espécies migratórias e seus habitats, deixando um legado concreto de conservação ambiental na capital sul-mato-grossense.
