Doença atinge principalmente homens e apresenta sintomas que exigem atenção médica
O câncer de cabeça e pescoço ocupa o terceiro lugar entre os tipos mais comuns no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença, que envolve tumores na região da laringe, faringe, cavidade oral e tireoide, tem maior incidência entre homens e frequentemente é diagnosticada em estágios avançados.
Especialistas destacam que o crescimento anormal de células pode ser benigno ou maligno, sendo que a maioria dos casos malignos surge em outras áreas da cabeça e pescoço, espalhando-se para os linfonodos do pescoço. Os principais fatores de risco incluem o consumo excessivo de álcool, tabagismo, infecção por HPV e histórico familiar.
Os sintomas mais comuns são rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, nódulos no pescoço, dor ao engolir, sangramentos e sensação de corpo estranho. Por não existir exame preventivo específico para esses tumores, a orientação é procurar atendimento médico ao notar esses sinais.
O diagnóstico envolve exames de imagem e biópsia, e o tratamento costuma ser multidisciplinar, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, conforme o caso. Apesar da gravidade, as chances de cura são favoráveis quando o diagnóstico é realizado precocemente, com tratamentos modernos que minimizam os efeitos colaterais e preservam a qualidade de vida dos pacientes.
