Alckmin reforça que Pix é patrimônio brasileiro e não será negociado com EUA

Vice-presidente descarta inclusão do sistema em disputas comerciais com os Estados Unidos

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (2), em Brasília, que o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, é um patrimônio nacional e não será objeto de negociação com os Estados Unidos. Alckmin destacou que o Pix beneficia a população e as empresas sem custos e que sua inclusão em disputas comerciais não faz sentido.

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente também criticou a proposta do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, considerando a medida injusta e descabida. Ele ressaltou que o governo brasileiro trabalha para reverter essa recomendação antes que seja formalizada pelo presidente Donald Trump.

Alckmin denunciou ainda a atuação de grupos internos que, segundo ele, prejudicam o país por interesses eleitorais, dificultando as negociações entre Brasil e Estados Unidos. Ele enfatizou que essa postura afeta negativamente empregos, renda, empresas e a sociedade brasileira.

Sobre o desequilíbrio comercial apontado pelos EUA, o vice-presidente afirmou que a balança é favorável aos norte-americanos, com superávit de US$ 40 bilhões no ano anterior. Ele mencionou que o Brasil enfrenta protecionismo, especialmente no setor de açúcar, que sofre altas tarifas sobre o excedente da cota permitida.

No que diz respeito ao desmatamento ilegal, Alckmin destacou a redução recorde nos índices brasileiros nos últimos anos e o compromisso do país em zerar o desmatamento ilegal até 2030, reforçando avanços na agenda climática.

O governo brasileiro segue empenhado no diálogo técnico com os Estados Unidos para evitar ou mitigar a aplicação das tarifas, com reuniões previstas entre ministros brasileiros e o representante comercial americano durante encontro da OCDE em Paris.