Histórico e formatos da repescagem nas Eliminatórias do Mundial
A repescagem nas Eliminatórias da Copa do Mundo sempre foi palco de jogos decisivos e situações inusitadas, reunindo dramas esportivos e até episódios políticos. Desde sua primeira edição em 1958, quando o País de Gales conquistou uma vaga após já ter sido eliminado, o formato evoluiu e se consolidou como etapa crucial para definir os classificados ao Mundial.
Ao longo das décadas, a repescagem adotou dois modelos principais: o intercontinental, que cruza seleções de diferentes continentes, e o europeu, restrito às equipes da Uefa. Entre os momentos mais emblemáticos está a recusa da União Soviética em jogar contra o Chile em 1974, devido a tensões políticas, e a dramática classificação da Escócia em 1986, marcada pela morte do técnico Jock Stein.
Nos anos 1990, times como Colômbia, Argentina e Irã protagonizaram confrontos decisivos, enquanto nas últimas edições seleções como Austrália, Uruguai e Peru se destacaram pela frequência e emoção das disputas. A repescagem europeia também tem seu histórico, com jogos marcantes envolvendo França, Portugal, Itália e Suécia.
Para 2026, a Fifa planeja uma mudança significativa: a criação de um Torneio de Repescagem com seis seleções em sede única, que definirá as últimas vagas para o Mundial ampliado. Essa alteração promete renovar o formato e a dinâmica dessa etapa tão importante das Eliminatórias.
Assim, a repescagem segue sendo um capítulo fundamental na trajetória rumo à Copa do Mundo, reunindo histórias de superação, rivalidade e decisões que ficam para a memória do futebol mundial.
