Fifa estuda nova regra para cartões amarelos na Copa do Mundo de 2026

Mudança visa evitar suspensões em jogos decisivos com o aumento de seleções

Com a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções, a Fifa planeja revisar a regra que determina a suspensão automática de jogadores pelo acúmulo de cartões amarelos. Atualmente, um atleta é suspenso após receber dois cartões em partidas consecutivas até as quartas de final, quando os cartões são zerados para preservar a participação nas fases decisivas.

A mudança surgiu diante da inclusão da fase de 16 avos de final, o que aumentaria o número de jogos até as quartas para seis, elevando o risco de desfalques em momentos importantes. A entidade estuda criar um novo critério para o limite de cartões, que pode considerar punições baseadas em advertências recebidas em determinados jogos da fase de grupos e das fases iniciais do mata-mata.

A proposta será discutida no Conselho da Fifa, em reunião marcada para o dia 28, véspera do 76º Congresso da entidade em Vancouver. A definição da nova regra ainda não foi divulgada, mas o objetivo é equilibrar a disciplina dos atletas com a competitividade dos confrontos eliminatórios.

Além disso, a Fifa negocia um aumento na premiação para as 48 seleções que disputarão o Mundial de 2026. A entidade já havia elevado os valores da Copa do Mundo de 2022 em 50%, totalizando 655 milhões de dólares, e projeta que a receita do ciclo 2023-2026 ultrapasse 11 bilhões de dólares. A proposta de reajuste nos prêmios será submetida à aprovação do Conselho na mesma reunião.