Atrasos na liberação de verbas complicam preparativos para o evento
Relatórios de inteligência recentes indicam que a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, enfrenta riscos significativos relacionados à segurança. Extremistas e criminosos são apontados como possíveis ameaças, enquanto atrasos na liberação de recursos federais para segurança prejudicaram o andamento dos preparativos.
Documentos produzidos por autoridades americanas e pela Fifa destacam preocupações com ataques a infraestruturas de transporte e possíveis distúrbios civis, especialmente em meio a tensões políticas e à política migratória adotada pelo governo Trump. O atraso na liberação de 625 milhões de dólares destinados à segurança, prevista para janeiro, só foi solucionado recentemente, gerando apreensão entre os organizadores.
Estados e cidades-sede estão em fase avançada de planejamento para garantir a segurança durante os jogos, que começam em junho. No entanto, a distribuição tardia dos fundos e os alertas constantes de ameaças tornam o processo mais complexo, já que a aquisição de equipamentos e tecnologia demanda tempo.
Além disso, eventos paralelos, como o "Fifa Fã Festival", que atraem grandes públicos, também estão sob vigilância redobrada. A segurança nos locais dos jogos, incluindo o MetLife Stadium em Nova Jersey, é considerada um desafio equivalente à organização de um Super Bowl por partida.
A política migratória vigente e as restrições de viagem para cidadãos de diversos países aumentam a complexidade do cenário, afetando a presença de torcedores internacionais e a dinâmica do evento. As autoridades reforçam a necessidade de recursos imediatos para garantir a proteção durante o torneio.
Com a abertura marcada para 11 de junho no México, seguida por jogos nos EUA e Canadá, as equipes de segurança continuam intensificando os esforços para enfrentar os desafios e assegurar a integridade do maior evento esportivo do planeta.
