MPF cobra avanços em políticas públicas para população LGBTQIAPN+ em Arapiraca

Ministério Público acompanha demandas e pressiona por melhorias na cidade

O Ministério Público Federal (MPF) realizou reunião com representantes da sociedade civil em Arapiraca para discutir os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+ e a implementação de políticas públicas voltadas ao grupo. O encontro destacou a necessidade de fortalecer espaços de participação social e garantir direitos efetivos.

Durante a reunião, liderada pelo procurador regional dos direitos do cidadão Bruno Lamenha, foram apontadas dificuldades estruturais no Conselho LGBTQIAPN+ local, como limitações administrativas e fragilidade na autonomia do órgão. Também houve preocupação com propostas que podem alterar regras de mandato, comprometendo a representatividade.

Um dos temas centrais foi a falta de funcionamento do ambulatório para pessoas trans no município. Apesar da existência de equipe técnica, o serviço ainda não foi inaugurado, deixando a população desassistida. Além disso, relatos de constrangimento no acesso à saúde, como o desrespeito ao nome social, foram destacados como fatores que afastam usuários do sistema público.

A organização da Parada LGBTQIAPN+ também enfrenta obstáculos, especialmente na obtenção de autorização para uso de espaços públicos, como o Bosque das Arapiracas, o que gerou questionamentos sobre os critérios adotados pela prefeitura.

O MPF encaminhou solicitações para que o município informe o cronograma e os recursos destinados ao ambulatório trans, além dos critérios para cessão de espaços para eventos. Foi proposta ainda a realização de um mutirão em parceria com a Defensoria Pública para facilitar a retificação de nome e gênero, buscando reduzir barreiras burocráticas e custos para a população trans.

O acompanhamento das demandas seguirá com o objetivo de garantir que as políticas públicas sejam efetivamente implementadas e que os direitos fundamentais da população LGBTQIAPN+ sejam respeitados em Arapiraca.