Reconhecimento facial aumenta público e segurança em estádios paulistas

Biometria é obrigatória em arenas com mais de 20 mil torcedores desde 2025

Desde 2025, o acesso a estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas no Brasil é realizado por meio de reconhecimento facial, tecnologia que substitui a apresentação de ingressos físicos. O sistema, previsto na Lei Geral do Esporte de 2023, visa personalizar os ingressos, reduzir fraudes e agilizar a entrada dos torcedores.

O Allianz Parque, em São Paulo, foi pioneiro na implantação completa da biometria facial em todos os acessos, o que resultou em um aumento de quase três vezes na velocidade de entrada e na elevação de 30% no número de sócios-torcedores do Palmeiras. Além disso, o uso da tecnologia contribuiu para maior presença de mulheres e crianças nos estádios, reforçando o ambiente familiar.

Clubes como o Santos também adotaram o sistema mesmo sem a obrigatoriedade legal, alcançando economia significativa com a eliminação da confecção de carteirinhas e ampliando o conforto e a segurança dos frequentadores. A biometria está integrada a bases de dados judiciais, permitindo a identificação de pessoas com pendências legais e a atuação imediata da polícia em casos de mandados de prisão em aberto.

Apesar dos benefícios, o uso do reconhecimento facial levanta preocupações relacionadas à privacidade, possíveis falhas no sistema e impactos sobre direitos de crianças e adolescentes. Estudos indicam que a tecnologia pode apresentar taxas de erro maiores para mulheres negras, o que reforça a necessidade de monitoramento e aperfeiçoamento contínuo.

As autoridades e empresas responsáveis destacam que os dados biométricos são tratados com segurança e que o sistema apresenta baixo índice de falsos positivos. A expectativa é que a biometria facial se expanda para outros eventos, como shows, ampliando a segurança e a fluidez no acesso dos públicos.