Candidato do Partido Democrata detalha propostas para economia e segurança
O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, Wilson Grassi, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral seu programa de governo denominado Brasil em Primeiro Lugar. O documento, dividido em 14 eixos, traz medidas que vão desde a reforma tributária até o combate ao crime organizado.
Entre as principais iniciativas está a criação do Imposto Único Federal, que substituiria nove tributos federais por uma cobrança automática sobre movimentações bancárias. O plano prevê ainda isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco salários mínimos e a eliminação da contribuição previdenciária patronal para incentivar a formalização do emprego.
Na área de segurança, Grassi propõe a ampliação do sistema penitenciário federal de segurança máxima para isolar líderes de facções criminosas, com bloqueio de sinais telefônicos e integração da inteligência financeira para confisco de bens. Ele também sugere a realização de um plebiscito para discutir a adoção de um modelo penitenciário mais rigoroso, inspirado em experiências como a de El Salvador.
O programa aborda ainda saúde, educação, habitação e infraestrutura, com destaque para a unificação das políticas de saúde humana, animal e ambiental, expansão da educação técnica alinhada à demanda regional e incentivo à integração ferroviária para transporte de cargas. Em defesa, está prevista a elevação gradual do orçamento para 2% do PIB, com foco na modernização tecnológica.
Wilson Grassi encerra seu plano com propostas para o setor agropecuário, como a rastreabilidade antecipada de bovinos para atender mercados internacionais e a valorização da agricultura familiar por meio de crédito facilitado e compras públicas locais. O programa detalha um cronograma para os primeiros 100 dias de governo, caso seja eleito.