RioFilme avança em acordo para mercado cinematográfico comum entre países do Brics

Presidente da RioFilme participa do Festival de Cinema de Moscou para fortalecer parcerias

O Brasil está em negociação para estabelecer um acordo oficial de coprodução cinematográfica com a Rússia, que permitirá o uso de políticas públicas para apoiar projetos culturais entre os dois países. A iniciativa foi destacada por Leonardo Edde, presidente da RioFilme, durante sua participação no Festival Internacional de Cinema de Moscou, evento que ocorre até o dia 31 de agosto.

Edde ressaltou que, para concretizar o acordo, é necessário um planejamento cuidadoso para identificar os conteúdos com maior potencial de integração cultural e entender as interseções entre as audiências brasileiras e russas, abrangendo cinema, televisão e plataformas de streaming. A RioFilme também tem buscado fortalecer relações com outros países do grupo Brics, como China e Índia, visando a criação de um mercado comum audiovisual entre essas nações.

O presidente da RioFilme destacou a importância de valorizar a colaboração interna entre os países do Brics, que possuem um vasto mercado conjunto. Segundo ele, o setor audiovisual é uma ferramenta estratégica para promover a cultura, atrair turismo e consumidores, assim como já ocorre com Estados Unidos, Coreia do Sul e França.

A viagem a Moscou integra o projeto Destination Rio, parte do plano estratégico da prefeitura para 2025-2028, que busca atrair produções estrangeiras e empresas internacionais para o Rio de Janeiro, ampliando o ecossistema local de cinema, audiovisual e tecnologia. Em 2024, a RioFilme assinou um memorando de entendimento com a cidade de Moscou para promover produções internacionais e negócios bilaterais.

Além da Rússia, a RioFilme mantém esforços para estabelecer parcerias estratégicas com países como Colômbia, Espanha, Inglaterra e França, ampliando as oportunidades de coprodução e intercâmbio tecnológico. O objetivo é fortalecer o setor audiovisual brasileiro e consolidar o Rio de Janeiro como polo internacional de produção cultural.