Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões impulsionada por guerra, tarifas e cortes de impostos

Economistas descartam risco iminente de insolvência na maior economia mundial

A dívida pública dos Estados Unidos atingiu um recorde histórico ao ultrapassar a marca de US$ 40 trilhões, um aumento atribuído principalmente à redução de impostos para os mais ricos, à inflação provocada pela guerra no Oriente Médio e às tarifas de importação implementadas durante o governo Trump. Além disso, os elevados gastos militares e o crescimento dos juros sobre a dívida também contribuíram para esse cenário.

Especialistas apontam que a inflação, impulsionada pelo aumento dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio, e a política econômica agressiva dos EUA, como o conflito tarifário com o Canadá, elevaram os juros cobrados pelos títulos do Tesouro americano. Os gastos com juros mais que dobraram desde 2021, alcançando US$ 1,1 trilhão, pressionando ainda mais as finanças públicas.

Apesar do montante expressivo, economistas descartam a possibilidade de insolvência, destacando que os EUA emitem sua própria moeda e detêm o dólar como principal reserva monetária global. O Federal Reserve (FED) tem capacidade para comprar títulos públicos e controlar taxas de juros, como já ocorreu em períodos anteriores. O aumento da dívida também está relacionado a políticas fiscais que reduziram a arrecadação, especialmente cortes tributários para os mais ricos, que impactaram o déficit público.

O "risco Trump", caracterizado por decisões políticas consideradas erráticas e sanções econômicas, tem causado incertezas no mercado, levando a uma maior remuneração dos títulos públicos para atrair investidores. Apesar disso, o mercado continua adquirindo esses títulos, com grande parte da dívida concentrada em mãos domésticas e no próprio FED.

Por fim, especialistas ressaltam que o crescimento da dívida americana pode influenciar a política monetária brasileira, pressionando a manutenção de juros elevados no país. O cenário fiscal dos EUA, embora desafiador, permanece sob controle, sem indicar uma crise de pagamento iminente.