Mundial reuniu estreantes, reações emocionantes e desafios fora de campo
A Copa do Mundo de 2026 terminou com a Espanha conquistando o bicampeonato, mas o evento ficou marcado por histórias inesperadas, atuações memoráveis e controvérsias dentro e fora dos gramados. Durante 39 dias, o torneio destacou desde seleções estreantes até episódios polêmicos que movimentaram o futebol mundial.
Uma das maiores surpresas foi o desempenho do goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que aos 40 anos ajudou sua seleção estreante a avançar até as oitavas de final, empatando com a Espanha e enfrentando de igual para igual adversários tradicionais. O novo formato com 48 equipes permitiu que outras estreantes, como Curaçao, também deixassem sua marca, ampliando a diversidade e competitividade do Mundial.
A Argentina, vice-campeã, mostrou resiliência em partidas dramáticas, incluindo viradas e decisões na prorrogação, mas enfrentou críticas devido a comportamentos inadequados de alguns torcedores nos estádios. As torcidas também se destacaram, com a Noruega revivendo a “Remada Viking” e a Inglaterra adotando o clássico “Wonderwall” como hino não oficial, criando uma atmosfera vibrante nas arquibancadas.
Na arbitragem, o brasileiro Wilton Pereira Sampaio teve atuação elogiada, estabelecendo um recorde histórico para árbitros do país em Copas do Mundo. Já o Irã enfrentou dificuldades logísticas e diplomáticas que impactaram sua preparação e trajetória, terminando invicto na fase de grupos, mas eliminado nos critérios de desempate.
Entre as seleções tradicionais, algumas decepcionaram, como Uruguai, Alemanha e Portugal, que deixaram a competição antes do esperado. Fora de campo, o caso do jogador Folarin Balogun gerou controvérsia após a anulação de sua suspensão pela FIFA, levantando questionamentos sobre interferências políticas no esporte.
Por fim, a Copa de 2026 também marcou a despedida melancólica de grandes nomes como Neymar e Cristiano Ronaldo, que não conseguiram repetir o protagonismo de edições anteriores. A ausência do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos por restrições migratórias, evidenciou os desafios burocráticos enfrentados na organização do Mundial.