Dólar recua a R$ 5,13 enquanto Ibovespa fecha em queda em dia de ajuste no mercado

Moeda americana registra terceira baixa seguida; bolsa perde 0,93%

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (6) cotado a R$ 5,132, marcando a terceira queda consecutiva e atingindo o menor valor desde meados de junho. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,93%, fechando aos 172.447,58 pontos, refletindo um movimento de ajuste após ganhos recentes.

A valorização do real foi impulsionada pela alta das commodities brasileiras, como soja, minério de ferro e carne, que favorecem a entrada de dólares no país. Além disso, a moeda americana perdeu força no exterior, influenciando o mercado cambial local. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes, manteve-se estável após oscilações durante o dia.

No cenário internacional, investidores aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (8), que pode trazer indicações sobre a política de juros nos Estados Unidos. Já a bolsa brasileira sofreu pressões devido à cautela dos investidores diante do cenário político doméstico e das preocupações fiscais para o período pós-2027.

Enquanto Wall Street fechou em alta, especialmente em ações de tecnologia e inteligência artificial, o fluxo de recursos estrangeiros favoreceu esses setores nos EUA, reduzindo o interesse pelo mercado brasileiro. Além disso, a audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA sobre práticas comerciais brasileiras contribuiu para o ambiente de incerteza.

No mercado internacional de petróleo, os preços recuaram levemente, influenciados pela decisão da Opep+ de aumentar a produção e pela normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. O barril Brent caiu 0,18%, fechando a US$ 71,99, enquanto o WTI recuou 0,20%, a US$ 68,55.

O mercado financeiro segue atento à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, prevista para sexta-feira (10), que poderá impactar as expectativas sobre a trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos.