Ações fiscais identificaram condições de risco para saúde e segurança dos menores
Em 2025, mais de 4,3 mil crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil em todo o país, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As intervenções ocorreram durante 10.234 fiscalizações, número recorde na última década no combate a essa prática ilegal.
Nos primeiros quatro meses de 2026, outras 1.108 crianças e adolescentes foram retirados de situações semelhantes. A maioria dos casos, mais de 70%, envolvia trabalhos que expunham os menores a graves riscos físicos, psicológicos e morais.
As fiscalizações se concentraram em setores onde o trabalho infantil é mais comum, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades industriais. Estados como Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro lideraram os registros em 2025.
O MTE reforça a importância da atuação da Inspeção do Trabalho para identificar e interromper essas violações, além de prevenir novos casos. Para denúncias, o órgão disponibiliza o Sistema Ipê Trabalho Infantil, canal exclusivo para receber informações sobre essa prática.
Esses dados evidenciam avanços no enfrentamento ao trabalho infantil, mas também ressaltam a necessidade de manter e ampliar as ações de fiscalização e proteção dos direitos das crianças e adolescentes em todo o Brasil.