Dia Mundial da Bicicleta evidencia desigualdade na infraestrutura cicloviária do Rio

Especialista aponta falta de ciclovias nas periferias da cidade

O Dia Mundial da Bicicleta, celebrado em 3 de junho, trouxe à tona os desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro na expansão e adequação da malha cicloviária, especialmente nas regiões periféricas da cidade. A professora Andrea Santos, do Programa de Engenharia de Transportes da UFRJ, destacou a necessidade de investimentos que garantam segurança e equidade no uso da bicicleta como meio de transporte sustentável.

Segundo a pesquisadora, a expansão das ciclovias no Rio ocorre de forma lenta e com falhas de planejamento, priorizando áreas nobres, o que limita o acesso das populações das periferias a esse meio de transporte. Essa disparidade, além de refletir questões de justiça social, impacta diretamente na mobilidade urbana sustentável e na promoção da saúde pública.

Andrea também ressaltou a importância da educação e conscientização dos usuários para reduzir acidentes e promover o uso seguro das ciclovias, incluindo bicicletas elétricas e ciclomotores. A primeira malha cicloviária do Rio foi inaugurada em 1991, com expansão significativa durante a Eco-92, mas ainda enfrenta desafios para atender a toda a população.

O Dia Mundial da Bicicleta foi instituído pela ONU em 2018 para incentivar o uso desse meio de transporte, reconhecendo seus benefícios ambientais, econômicos e sociais. Apesar do reconhecimento internacional, a implementação de políticas públicas eficazes no Rio de Janeiro ainda demanda avanços para garantir acessibilidade e segurança para todos os cidadãos.

Até o momento, a prefeitura do Rio não se manifestou sobre as críticas relacionadas à infraestrutura cicloviária na cidade.