Pensador faleceu aos 96 anos em Starnberg, na Alemanha
O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas morreu neste sábado (14), aos 96 anos, em sua residência na cidade de Starnberg, próxima a Munique. A informação foi confirmada pela editora Suhrkamp, que divulgou comunicado da família do intelectual. A causa da morte não foi divulgada.
Reconhecido como uma das principais vozes da filosofia contemporânea, Habermas dedicou mais de sete décadas à reflexão sobre democracia, linguagem e participação política. Ele foi um dos principais representantes da segunda geração da Escola de Frankfurt, influenciado por pensadores como Theodor Adorno e Max Horkheimer.
Nascido em 1929 em Düsseldorf, Habermas viveu a experiência do nazismo e da Segunda Guerra Mundial, o que influenciou profundamente sua obra. Formado em filosofia, história, psicologia e economia, consolidou sua carreira acadêmica na Universidade de Frankfurt, onde sucedeu Horkheimer em 1964.
Sua obra mais conhecida, "Teoria do Agir Comunicativo", publicada em 1981, destaca a importância do diálogo e da linguagem para a construção do consenso e da legitimidade política, conceitos centrais para a compreensão da democracia e da esfera pública.
Além da produção acadêmica, Habermas teve papel ativo no debate público, posicionando-se contra a relativização dos crimes nazistas, defendendo a integração europeia e alertando para os riscos de conflitos internacionais. Seu legado inclui prêmios como o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão e o Prêmio Kyoto.
Mesmo após sua aposentadoria em 1994, continuou a contribuir para discussões políticas e filosóficas até os últimos anos de vida, deixando uma influência duradoura no pensamento político e social mundial.
