Expectativa de crescimento econômico cai para 1,85% no próximo ano
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (27) revela que o mercado financeiro ajustou para cima a previsão da inflação em 2026, estimando um IPCA de 4,86%. Essa é a sétima semana consecutiva de alta nas projeções, superando os 4,80% previstos na semana anterior e os 4,31% de quatro semanas atrás.
Além da inflação, o relatório também indica uma leve redução na expectativa de crescimento econômico, com o Produto Interno Bruto (PIB) projetado em 1,85% para 2026, um pouco abaixo dos 1,86% previstos anteriormente. Para os anos seguintes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e 3,61% em 2028, enquanto o PIB deve crescer 1,80% e 2%, respectivamente.
A taxa básica de juros, Selic, permanece como principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, o mercado espera que ela encerre 2026 em 13%, mantendo-se estável em relação à semana passada, porém acima dos 12,5% previstos há um mês. Para os próximos dois anos, a Selic deve recuar para 11% em 2027 e 10% em 2028.
No mercado cambial, a cotação do dólar deve fechar 2026 em R$ 5,25, abaixo dos R$ 5,30 estimados na última semana e dos R$ 5,40 de quatro semanas atrás. As projeções para 2027 e 2028 indicam valores próximos a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.
Essas revisões refletem a dinâmica econômica atual, marcada por ajustes nas expectativas diante dos indicadores recentes, como a inflação de março, que registrou alta de 0,88%, influenciada por aumentos nos preços dos transportes e alimentos. O acompanhamento dessas projeções é fundamental para orientar decisões econômicas e políticas públicas no país.
